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12/06/2008 - O formato da cabeça.
Admiro. É verdade. É admirável a pluralidade das formas cefálicas humanas.
Existem tantos tipos de cabeças, e tantas formas que às vezes eu chego a duvidar que todas são da mesma espécie.
É um assunto sério. Por mais que seja ignorado por todos nós. A forma importa muito.
Ao contrário do corpo o qual podemos alterar seu formato conforme nossa força de vontade e esforço, as cabeças são imutáveis em sua forma.
Com tantas configurações de cabeças algumas até mesmo, com o perdão e a licença para falar a verdade, bestiais, outras adoráveis e outras anormalmente normais, poder-se-ia colher muita informação através do método de amostragem. É loucura pensar nas variantes que influenciam essas cabeças.
A peculiaridade das culturas tem uma influência para constituir as peculiaridades das formas das cabeças de uma estirpe? O formato é muito importante. Por uma questão dimensional, por questões estéticas, por questões de entendimento dos padrões. Enfim, a cabeçada que se dá é nunca ter pensando nas cabeças. Embora pareça até redundante pensar em cabeça, o importante é a fixação na forma para evitar a falta de objetivo.
Com certeza quem prima por obter informações sobre os comportamentos padrões, e a questão envolvida com a previsibilidade das ações “humanas” (seja qual for a aberração que isso quer dizer), possui um diferencial competitivo comercial. Foda-se.
Mas o que eu queria dizer realmente é que esse estudo é inevitável. E estamos a beira de uma revolução silenciosa. E que ... (medo), eu espero sinceramente ser uma das amostrar escolhidas para o estudo (conquanto a prática não envolva coisas do gênero: sondas (já bastam os Greys)), por que quero configurar dentro dos comportamentos padrões nisso que chamamos ou iremos chamar de “comportamento humano padrão” ou de a maior colheita de informações altamente expressivas, mas ininteligíveis.
E por fim a minha preocupação é: Se ninguém, absolutamente ninguém sabe que isso vai acontecer. E... essa informação (assim que existir) será a coisa mais... mais... que já foi feita, então quem vai nos privar desse conhecimento por fim? Como poderemos, ou melhor, quem vai reivindicar um conhecimento que nem mesmo sabe que existe, ou melhor (existirá?) e existe sim.
Perguntar-me-ão (os loucos claro) “Como sabes disso e daquilo?”. Por uma questão de segurança e de moralidade responderei que foi através das minhas viagens astrais que descobri tudo, com ajuda do guia imaterial que leva os mal chegados para o lado de fora (gente boa pra burro!). E se alguém pretende ter com ele, é melhor sonhando, e para sonhar à noite, para aqueles que nunca sonham eu aconselho um prato de feijão (sem bacon pra não dar TUDO errado) antes de dormir.
O caminho do conhecimento nem sempre é claro!
Meus sinceros votos de “sorte”.
LLC
12/05/2008 – Segunda-feira – A Claridade se faz presente.
Deitam-se as suculentas promessas do vindouro!
Tão louvada é a sabedoria que nos deixa cônscios do lugar para aonde o vento que sopra dentre os redemoinhos irá nos deixar. O próprio caminho confunde-se com o nosso desejo de conhecermos o que é o caminho, e tudo não passa de um caminho auto-explicável? Ou não!
A experiência é que nos prova se o possível realmente acontece, e por mais que imaginamos e racionalizamos nunca realizamos o que de fato se dá na “noite escura”.
Este é o silogismo do vento, que é o mais profundo, e que não faz voz para os que não têm ouvidos, pois as fibras podem alcançar o outro lado do rio.
As chaves que são conquistadas pelos guerreiros que esperam. Os guerreiros que sabem o que querem e que sabem o que esperam. E assim esperam. E assim esperam.
Os prêmios do caminhante se apresentam sem convite. Eis o momento da verdade que se faz em um instante casual, onde o inevitável se consagra, e torna a noite escuta clara e furtada.
O tempo vem arrastando promessas que se cumprem em prazos longos. Os transeuntes param, depositam as suas promessas por sua vez, e suas esperanças, e suas mentiras antes de partirem, enquanto as rodas giram.
As prestações se pagam como a inevitável fuga do impossível. Como o andar sossegado de quem espera no mundo O mundo todo. Como o dizer pleno de quem nada pretende, por que tudo avilta.
A própria vida segue transformada, e metamorfoseada naquilo que a vontade suprema exige. A experiência da vida é seu maior achado, o seu maior porto, e sua maior e mais certeira morada.
A segurança de promessas futuras se faz pelo ímpeto do gorjeio sobre os mundos de experiências que se sucedem uma após a outra, como raios dentro da nuvem que passa.
A ânsia pelo novo é constante, refestelamo-nos com aquilo que de novo nos provemos, nos rejubilamos diante da glória do renovável. Regozijamo-nos das experiências ao ponto de nos lambuzarmos com a própria química. Assim esfregar, apalpar, apertar, lamber, ouvir, degustar... Sobre tudo experimentar, da forma mais perfeita.
Os tempos em que a sorte de coisas findas torna possível o novo.
O tempo em que depois do apocalipse se reconstrói o mundo.
O tempo verdadeiro, o tempo que não existe. Existimos. E tudo é eterno e cíclico, tudo é a noite escura. O ato que te modifica, o ato que te perpetua, e o ato que te impõe atuar à luz da noite. Qualquer ato. É o infinito dando graças ao provável. O Ato temporal torna o Inefável Presente!
DPCCeC
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