Calendário Maia
A Era Maia
Diversas
civilizações antigas já previam a transição da Terra para uma Nova Era. Em
seu livro “As Profecias Maias”, os autores Adrian Gilbert e Maurice
Cotterell mostram que o Calendário Sagrado Maia, de 1.366.560 dias, indica um
antigo conhecimento do ciclo do Sol e seus efeitos sobre a raça humana. Eles
exploram, em sua pesquisa, a lenda do Quetzalcoatl e as idéias dos maias em
relação ao ciclo do Sol.
Os autores demonstram a ligação entre as civilizações pré-colombianas da América
Central e do Velho Mundo, em particular a egípcia. Examinando registros arqueológicos,
encontraram grandes evidências que ligam as origens da civilização maia com
os misterioso continente perdido de Atlântida, o qual teria sido destruído por
uma série de catástrofes.
Eles revelam que o Calendário Maia profetiza o fim de nossa era (segundo os maias
“Era do Jaguar” ), no ano de 2012 DC. Isto, segundo Cotterell, ocorrerá com
uma repentina reversão do campo magnético da Terra.
O México é um país misterioso, que guarda muitos segredos. Em 4 de março de
1519, Hernan Cortes, com 11 navios, 600 soldados da infantaria, 16 cavalos e
alguma artilharia, desembarcou próximo à costa que seria conhecida como Vera
Cruz. Em 13 de agosto de 1521, ele já havia conquistado o Império Astesca, então
o mais poderoso estado em todas as Américas. Parte desta conquista estava no
erro de identidade. Os astecas e os maias acreditavam que Hernam era um deus
chamado Quetzalcoatl, o qual o seu retorno havia sido profetizado.
A Espanha, por outro lado, estava fascinada e apelava para que ele conquistasse o
“Novo Mundo”. Para os espanhóis, as religiões indígenas, com seus sacrifícios
humanos em grande escala, eram bárbaras e satânicas. Eles desejam o extermínio
total dos indígenas; e os que não sucumbiram em batalhas, doenças ou fome,
foram forçados pelos espanhóis a se converterem ao catolicismo.
Felizmente, nem todos os espanhóis eram simpáticos à ação de Cortes. Alguns poucos,
como Bernardino Sahagun, fez amigos entre os nativos e tentou registrar para a
posteridade as crenças e idéias deles. Ele descobriu que o centro da filosofia
nativa era a crença no ciclo natural do tempo e o temor de que algum dia, o
mundo teria fim. Os nativos acreditavam que o Sol, ao qual dedicavam seus sacrifícios,
deveria um dia dar-lhes força vital, quando chegasse o fim da quinta e última
era dos humanos na Terra.
A civilização asteca contava os dias de acordo com dois calendários, um com o
ano de 365 dias e outro, com 260 dias. Cada dia tinha dois nomes, de acordo com
cada calendário. O período de 52 anos, era conhecido como o Século Asteca. No
final de cada “século”, eles deixavam suas cidades, subiam ao topo das
montanhas, e ansiosamente ficavam a olhar as estrelas, observando a constelação
das Plêiades. Os astecas celebravam o nascimento de um novo “século” com
regozijo e com o acendimento de fogueiras, significando o renascimento do mundo.
Muitos documentos dos nativos meso-americanos foram destruídos no período da ocupação
espanhola, mas alguns preciosos manuscritos e algumas relíquias foram salvos da
destruição, escondidos pelos indígenas ou enviados à Europa para presentear
o rei da Espanha. O mais importante destes manuscritos era o Código Dresden (Dresden
Code). Este estranho livro, escrito em desconhecidos hieroglifos, foi
decodificado em 1880, na Alemanha. Por um extraordinário processo
investigativo, foi quebrado o código, tornando-se possível aos pesquisadores e
exploradores traduzir muitas inscrições encontradas nas ruínas e antigos
artefatos maias.
Descobriu-se que o Código Dresden foi concebido com conhecimentos astronômicos,
apresentando detalhadas tabelas de eclipses da Lua e outros fenômenos. Foi
encontrada também a evidência de um mágico número (1.366.560 dias), o qual
poderia ser fatorizado nos dois ciclos anuais usados pelos maias, o
sagrado calendário tzolkin de 260 dias; e o outro, o Haab, de 365 dias. Também
descobriram que os maias tinham outro sistema de contagem de dias chamado de
“Nascimento de Vênus”. Este calendário era dividido em meses (uinals) de
20 dias; e anos (tuns) de 360 dias; e longos períodos de 7.200 dias (katun) e
de 144.000 dias (baktun). O número 13 era magicamente importante para eles, que
acreditavam que, com o nascimento de Vênus, após 13 longos períodos (baktun),
o mundo chegaria ao fim. Pesquisando esta data referencial, as profecias maias
indicam a data de 22 de dezembro 2012 como o fim do mundo.
Em 1986, Maurice Cotterell expôs uma revolucionária teoria, concernente a
astrologia e aos ciclos solares. Ele suspeitou que a variação dos campos magnéticos
do Sol traz conseqüências à vida na Terra. O Sol tem um complexo campo de
giros e balanços em sua própria órbita. Há a suspeita de que estes giros
aumentam as manchas solares. O número, tamanho e localização destas manchas
constantemente se modificam, promovendo efeitos no campo magnético da Terra.
Trabalhando no Instituto de Tecnologia de Cranfield, Cotterel desenvolveu um
programa que processou as observações dos campos magnéticos da Terra e do
Sol. Ele chegou a gráficos que mostram ciclos de 1.366.560 dias, o mesmo número
de dias previsto no Código Dresden. Mais recentemente, em seu trabalho
denominado Astrogenetics, ele mostra que fertilidade humana tem relação com as
manchas solares, e que o Calendário Maia não foi elaborado arbitrariamente,
mas baseado nos efeitos das manchas solares.
Cotterell encontrou em 1994, Adrian Gilbert, autor de um livro sobre as pirâmides egípcas,
denominado The Orion Mystery. Gilbert, como Cotterel, estiveram no México e
ficaram fascinados quando descobriram algumas semelhanças culturais entre a
civilização Maias e a antiga civilização egípcia, embora as duas estivessem
separadas por milhares de anos no tempo. Enquanto os egípcios estudavam os
movimentos de Hyades, Orion e da estrela Sirius, os mais estavam maias
interessados na constelação das Plêiades.
Os maias, como os astecas, acreditavam ter existido quatro eras antes da sua própria.
Gilbert reporta a primeira destas à Atlântida e investigou certas profecias,
concluindo que as mesmas relatam a história daquela fantástica civilização
desaparecida.

